quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Alegoria da Caverna - livro VII de A República, Platão - Adaptação

 O texto é uma adaptação do “Mito da caverna” do livro VII de A República, escrito por Platão

 

Imagine uma caverna habitada por seres humanos que dela nunca saíram e na qual apenas uma fração da luz do dia entre. Amarrados uns aos outros, enxergam apenas uma parede ao fundo da caverna.

Em frente à luz outros homens se movem carregando objetos representando diversos tipos de coisas. O
s habitantes da caverna nada poderiam ver além das sombras dos objetos projetadas no fundo da caverna, nada podem escutar se não os ecos das vozes dos homens que carregam os artefatos.

Por nunca terem visto outra coisa, os habitantes da caverna acreditam que as sombras projetadas na caverna são a única verdade, a própria realidade. Confundem o eco das vozes escutadas, pensando serem emitidas pelas próprias sombras. 

Porém um dos habitantes da caverna consegue se soltar das correntes, se volta para a luz e começa a subir em direção à entrada da caverna. Com sua visão ainda ofuscada pela luz começa a se habituar às novas imagens com que se depara. Aos poucos passa a ver as estatuetas se movendo e gerando as sombras.

Percebe nas estatuetas mais detalhes e mais beleza que as sombras que antes via projetadas na caverna. As sombras agora lhe parecem algo irreal, limitado, apenas uma representação pobre dos objetos.

Segue para a extremidade da caverna e enxerga várias coisas em si mesmas, objetos dos quais apenas percebia sombras. Vê a luz do sol e seu reflexo em todas as coisas. 

O habitante percebe agora que estas coisas são a realidade. Triste por seus companheiros da caverna, reféns de sua ignorância sobre as causas últimas das coisas, decide retornar a fim de libertar seus irmãos das correntes que os prendem à escravidão da ignorância.

Quando retorna à caverna a fim de "abrir os olhos" dos demais prisioneiros, seus irmãos, ele é  rechaçado, tomado como louco e morto.


Adaptado do livro VIII - República de Platão.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Os Índios (O POLIEDRO - Murilo Mendes - 1972)


Nunca tive ocasião de ver um índio, um índio brasileiro de carne e osso. Até agora só conheci alguns índios de papel e tinta, construídos por José de Alencar, Gonçalves Dias, Mário de Andrade e outros.
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Os índios, ao que parece, nômades natos; banhistas contumazes; mulherengos; irrevogavelmente distraídos. Como todos os povos que atingiram um alto nível de civilização, eles não usavam trabalhar. Já que não lhes apetecia comprar nem vender, qualquer trabalho resultava-lhes supérfluo, e os índios desprezavam o supérfluo; ao contrário de nós próprios que fabricando diariamente milhares de objetos, acabamos por desembocar na guerra, máquina de matar homens e de incinerar objetos, estupidamente louvada, além de outros, por F. T. Marinctti, acadêmico da Itália.

Os índios não precisavam de trabalhar: colhiam sem esforço ao pé da rede o peixe e a banana, o que deu pretexto a Evandro Pequeno, homem arguto, para fundar sua célebre teoria do bananismo, única via de saída para os problemas do nosso exagitado Brasil.
Nunca aceitei a teoria da existência de índios antropófagos: eles não eram nazistas. Perdão, Montaigne.

Os índios acreditavam a prestações em Deus, formado à imagem deles próprios, como de resto, em muitos casos, o Deus dos outros. Dormiam devagarinho: extremamente curiosos, punham-se a observar o sono do próximo, operação mágica que reserva ao homem encantos especiais.
.
Minha amiga Rosinha Leão costuma dizer que nós brasileiros somos índios vestidos de ingleses, ou melhor, de americanos. Eu só conheço os índios de poesia e de fotografia. Outrora fui ao cinema para documentar-me sobre eles. O diabo é que os cineastas de hoje não se ocupam mais de índios, embora agrade a muitos trabalhar com fantasmas. E, como se sabe que o número de fantasmas progride cada dia, inclusive os fantasmas de índios, acabarei voltando ao cinema para vê-los.

(Murilo Mendes - Poliedro - 1972)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Quem tem medo do lobo mau


Dúvidas sobre a história e seu estudo.
ou - Quem tem medo do lobo mau
Em algum momento do curso de história é bem comum e mais que isso, importante, que o futuro profissional em história questione-se e reflita sobre o labor que implica sua graduação. Por profissional de história compreenda-se tanto o pesquisador, historiador, quanto o docente do conteúdo de história dos colégios. Equiparados em importância na função de fomentar e propiciar a reflexão é fundamental ao bom profissional conhecer, ou ao menos questionar as minúcias e peculiaridades da área das ciências sociais que se distingue por HISTÓRIA.
Não se trata aqui de exigir um aprofundamento demais teórico sobre a formação das ciências sociais ou história do pensamento, ao que questionamentos que inicialmente podem parecer bastante corriqueiros ou pouco requintados filosoficamente revelam em seu detalhe profundidade abismal. Perguntas inicialmente simples do tipo, Que é história? Para que serve a história? ou Como se escreve a história? Revelaram uma reflexão tão plural quanto o numero de questões. Haja vista que tais questionamentos acima citados serviram como títulos das obras de importantes historiadores sobre este tipo de reflexão, dos quais na mesma ordem: Edward Ale Caber, Marca Bloch (cuja obra pode ser também encontrada sobre o título Introdução à história) e Paul Verne. (Confira bibliográfica no final do artigo)
Poder-se ia começar este exercício crítico questionando: O que faz o estudioso de história? Sendo comum para este reputas como: o historiador estuda o passado ou que estuda os homens e o tempo. Esta Segunda resposta apesar de mais acurada não esconde o desaviso e a superficialidade que pode ocorrer nos leigos à área, mas cresse inaceitável ao profissional que almeja conhecer bem seu labor. Logicamente não se tratam aqui de respostas gerais, aquelas que abrangem tudo e nada explicam, mas sim, pergunta simples e resposta objetiva. Esta resposta perde-se na proposição mais filosófica do saber historiográfico. De fato estuda-se o homem e o tempo na história, mas objetivamente no dia a dia do historiador seu trabalho é geralmente debruçar-se sobre um conjunto documental para dele refletir sobre a sociedade de determinada época. Assim tem-se uma resposta parcial: O estudioso de história estuda documentos históricos e historiográficos.
Sobre esses tais documentos, duas proposições que podem parecer demais óbvias podem ajudar a discutir a primeira resposta, a de que o historiador estuda o passado. Uma delas diz respeito ao que se compreende por documento histórico. Pensando-se materialmente o que se denomina “documentos” são objetos que não existem ou foram criados inicialmente para este fim, esta denominação é uma apropriação e incorporação de um novo sentido atribuído pelo pesquisador, que junto à sua metodologia de análise torna tais objetos mediáveis à pesquisa. Guy Bourdé em Escolas Históricas (1983) discutir as escolas historiográficas aponta em cada uma delas as diferentes compreensões do que seria o documento histórico. A síntese a seguir é pretende somente ilustrar os contrastes como exemplo, não se concentra em questões mais específicas ou ideológicas sobre as correntes historiográficas citadas: Para a chamada escola metódica ou positivista, meados do século XIX, é documentação competente toda documentação oficial (atas, cartas, documentos de cartórios e de governantes) e arqueológica (monumentos, relíquias). Com o materialismo histórico dialético, ortodoxo, voltado a observar o desnível entre as relações de produção, capitalista e operariado, são documentos as estatísticas sociais e econômicas, regras de marcado, balanças comerciais. Com a historiografia francesa de meados do século XX, representada nos annales, posteriormente na nova história e suas partes, o conceito de documento se amplia assim como o de objeto, incluindo a pluralidade de interesses que a história pudesse suscitar, estuda-se assim a psique, as lendas, as vestimentas, a cultura.
A outra proposição deriva-se desta, posto que tais objetos reinterpretados em fontes, encontra-se numa dimensão da vida do homem denominada “presente”. Desta feita o historiador é aquele profissional que estuda no presente, objetos do presente. Questionar-se-ia então qual é a relação do historiador com o passado. Para a tristeza dos românticos viajantes do tempo fica difícil conceber que o historiador vá buscar o passado, é sim plausível pensar na preterização semântica do presente voltada à construção de um discurso simulado de presentificação do passado.

Desenvolvendo-se um pouco mais a reflexão retornar-se-á questão inicial, não no sentido anteriormente tomado referente à ação do historiador, mas agora sobre o produto desta ação, expresso no seguinte enunciado: O que o historiador faz?
Para tal pergunta é comum ouvir, e talvez o leitor esteja pensando, coisas como: a história, o retrato do passado, ou que o historiador é aquele que conta como foi o passado. Concordando com Certeau (Escritas da história –1989) o historiador produz um discurso, um texto historiográfico e logo que situado num contexto este é por sua vez histórico. Assim sendo não retrata o passado, mas uma compreensão possível no presente para corresponder às demandas e possibilidades de conhecimento da sociedade do presente. Observar que a historiografia não retrata o passado, considerar as subjetividades, ou melhor, a pluralidade de entendimentos possíveis no presente é tombar silenciosamente o paradigma da história verdade. Neste aspecto, o poeta Afonso Romano de Santa`anna em seu poema Posteridade é bastante eloquente na projeção de como os estudiosos das futuras gerações compreenderão esta. Trecho a seguir:
Assim entraremos para história deles
Como outros para a nossa entraram:
Não como o que somos
Mas como reflexão de uma reflexão.
(SANTA`ANNA –1997, p.68).
Não se conhece o nosso labor sem por-se em xeque posicionamentos e a própria situação de história em quanto ciência. O que concerne aqui é ariscar responder um pouco das questões suscitadas, e o que é pior, se comprometer com as muito poucas certezas. Quanto a isso cabem do ainda dois destaques. O primeiro aos futuros professores, o de que não é necessário despejar toda a disconstrução da história nos alunos de colégio. Esta reflexão tem por objetivo auxiliar a inclusão e consideração das diversidades na escolha e preparo do conteúdo de aula. O segundo aos o futuros pesquisadores, que podem ter a impressão de que o chão foge aos pés quando o labor historiográfico não se liga mais a nobres paradigmas de civilização, ou conscientização das massas proletariado para um determinado “verdadeiro” papel na transformação da sociedade humana. O fato é que o que se vislumbra é pluralidade, que ao invés de diluir as possibilidades de entendimento, as retira de patamares intangíveis quase etéreos das verdades, do domínio das verdades e de simulacros de neutralidade e os lança a mão do homem. O historiador está sempre comprometido com seu tempo e discurso. E durma-se com todo este barulho.

BOURDÉ, Guy. MARTIM, Hervé. As Escolas Históricas. Portugal: Euro Americana, 1983.

BLOCH, Marc. Introdução a la História. México: Fondo de Cultura Económica, 1987. (Breviarios n.º64.)

CARR, E.H. Que é História?. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1982.

CERTEAU, Michel de Escritas da História. Rio de janeiro: Forense Universitária, 1982.

SANT`ANNA, A. R. Epitáfio para o Século X, e outros poemas. Rio de janeiro: Ediouro, 1997.

VEYNE, Paul. Como se Escribe la História; ensayo de epistemologia. Espanha: Fragua, 1971. 
 
* Mestre em História Cultural pela UNESP- Campus de Franca- SP.  Professor de História da Rede Municipal de Taubaté e Professor de Educação Ambiental História e Geografia da ESC/Esefic - Cruzeiro

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Brinde de ano novo!!! Vale poesia.

a palavra mata quando cria,
fecunda, fonte de filosofia.
A palavra fria, rima, inventa, cria,
mata e oculta,
fica escondida naquilo que não é;
a coisa dita...
A palavra dita...
...
Igual Pessoa, eu quero a fonte
sem nome de fonte,
não essa que sem entende.
Eu quero aquela...
que jorra a água
que não chama água
e que não chama coisa nenhuma,
mas a palavra evoca,
e onde que eu olho
esta ela, entranhada,
inventando as coisas nas coisa,
criada por coisas com nome de gente...
...
Quando eu era jovem eu procurei a palavra verdadeira,
a palavra primeira, mas,
hoje me encontro sem palavras
e arranjo estas,
que espalho no papel,
na tela,
como num varal,
esperando quarar uma ideia no tempo,
na mente de outro "alguém" - palavra -
como se fosse minha,
impressão digital.
(A Palavra - Parte da obra “Poema” no prelo, lançamento 2013)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Moral, valores e aqueles bons costumes....

Curiosamente já ouvimos falar que esse é um país (será que é??? será?) onde "a lei pega ou não pega". Temos adorado, depois dos valores humanos pós-ditadura, década de 80, o aumento da repressão em lei...redução da maior idade penal, o lei seca no transito...não é ruim...mas o que nos assusta, cômico trágico, é que nunca mais se ouviu falar em educação para melhorar a sociedade...nossos currículos escolares são escassos de significado, conteúdo árido e proselitista, vago, vazio (Brasil, rimou!!!) no objetivo de formar cidadãos, pessoas, gente resolvida e feliz, ou sabe-se lá o que...mas tem gente na escola e números em qualquer lugar...Queremos que as leis peguem? EDUCAÇÃO...daquela que ensina  como viver em grupo, não digo nem sociedade, grupo; fazer fila...entra e sair do ônibus e do cinema cada um na sua vez, cortesia no transito; isso por ser o "certo" a se fazer? não...fazer assim por que é mais inteligente, econômico, pratico e rápido....Ora bola, vamos aos malditos pandas novamente; meio ambiente esse é o tema; se queremos melhorar o meio ambiente ecológico temos que consumir menos (xi papo ruim)...
 

É importante nesse ano que se inicia querer ser melhor, menos egoísta, menos burro...é importante querer bem os outro, não porque o contrario é pecado, mas sim, porque assim é mais econômico, fácil e prático....

Melhorar o planeta, o país e a política, no dos outros sempre é mais fácil...

Vai ai um momento religioso....para 2013 coloco essa oração...essa deveria ser impressa em milheiro de santinhos e colocada em todos os lugares igual o santo dos impossíveis....quem sabe ai....
deixa pra lá!!!!

Que ____ seja feliz.
Que ____ não sofra.
Que ____ encontre as verdadeiras causas da felicidade.
Que ____ supere as causas do sofrimento.
Que ____ supere toda ignorância, sentimento negativo e negatividades.
Que ____ tenha lucidez.
Que ____ tenha a capacidade de trazer benefício aos seres.
Que ____ encontre nisso a sua felicidade.

(O traço ___ é o local onde você coloca o nome de alguém)
vamos rir e arreganhar bem os dentes!!!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Agora é fato...

"Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro" (Sujeito de sorte, Belchior)

Foi uma ano de muitas músicas...mas: "Apesar de você amanhã a de ser outro dia...."(Chico Buarque)


"E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro"



Esse ano termina, e mais uma volta "vou ver". Pena, acabaram as esperanças, os maias erraram, vai ver faltou foi pedra para terminar o calendário...Pedra não falta no Brasil de hoje...mas tudo continua numa normalidade típica de um Gugu Liberato, ou de um incrível Hulk, o Luciano, não o Bruce Benner...
Tudo calmo e bem...bem?
Cade os maias nessa hora???
Cartinha no papai noel dos outro é refresco...


Isso me lembra um poeminha ja postado nesse blog moribundo....
Fica de brinde....
mas pre frente a gente se fala...me leia....
Bom ano $$$$$$$$$$$

Ano novo...Velhos costumes

Mais um ano...
Tem cara de começo de alguma coisa, sabe-se lá o que

Música boa, banquetes e a vida...

Tenho a impressão que música, hoje, é um negócio bem mais simples, sei lá pior...

Destino manifesto e Pax romana!!!

Íntegra da carta enviada ao presidente George W. Bush pelo cardeal arcebispo
Bernard Law de Boston:

"Senhor Presidente:

Conte a verdade ao povo, senhor presidente, sobre terrorismo. Se as ilusões
acerca do terrorismo não forem desfeitas, então a ameaça continuará até nos
destruir completamente. A verdade é que nenhuma das nossas muitas armas nucleares pode proteger-nos dessas ameaças. Nenhum sistema 'Guerra nas Estrelas' (não importa quão tecnicamente avançado seja, nem quantos trilhões de dólares sejam despejados nele) poderá proteger-nos de uma arma nuclear trazida num barco, avião ou carro alugado.

Nenhuma arma sequer do nosso vasto arsenal, nem um centavo sequer dos US$270 bilhões gastos por ano no chamado "sistema de defesa", pode evitar uma bomba terrorista. Isto é um fato militar. Como tenente-coronel reformado e freqüente conferencista em assuntos de segurança nacional, sempre tenho citado o salmo 33: "Um rei não é salvo pelo seu poderoso exército, assim como um guerreiro não é salvo por sua enorme força".

A reação óbvia é: 'Então o que podemos fazer? Não existe nada que possamos fazer para garantir a segurança do nosso povo? Existe. Mas para entender isso,
precisamos saber a verdade sobre a ameaça. Senhor presidente, o senhor não
contou a verdade sobre o porquê de sermos alvo do terrorismo, quando explicou porque bombardearíamos o Afeganistão e o Sudão. O senhor disse que somos alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos no mundo...

Que absurdo, senhor presidente!

Somos alvo dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo
defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvo dos
terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez
coisas odiosas.

Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes eleitos pelos seus povos, substituindo-os por militares ditadores, marionetes desejosas de vender o seu próprio povo a corporações americanas multinacionais?

Fizemos isso no Irã, quando os marines e a CIA depuseram Mossadegh, porque ele tinha a intenção de nacionalizar a indústria do petróleo. Nós substituímo-lo
pelo Xá Reza Pahlevi e armamos, treinamos e pagamos a sua odiada guarda
nacional, Savak, que escravizou e brutalizou o povo iraniano para proteger o
interesse financeiro das nossas companhias de petróleo. Depois disso, será difícil imaginar que existam pessoas no Irã que nos odeiem?

Fizemos isso no Chile. Fizemos isso no Vietnã. Mais recentemente, tentamos
faze-lo no Iraque. E, é claro, quantas vezes fizemos isso na Nicarágua e outras
repúblicas na América Latina?

Uma vez atrás da outra, temos destituído líderes populares que desejavam que
as riquezas da sua terra fossem repartidas pelo povo que as gerou. Nós
substituímos-los por tiranos assassinos que venderiam o seu próprio povo para
que, mediante o pagamento de vultosas quantias para engordar as suas contas
particulares, a riqueza da sua própria terra pudesse ser tomada por similares à
Domino Sugar, à United Fruit Company, à Folgers e por aí adiante.

De país em país o nosso governo obstruiu a democracia, sufocou a liberdade e
pisou os direitos humanos. É por isso que somos odiados ao redor do mundo. E é por isso que somos alvo dos terroristas.

O povo do Canadá desfruta da liberdade e dos direitos humanos, assim como povo da Noruega e da Suécia. O senhor já ouviu falar de embaixadas canadenses, norueguesas ou suecas a serem bombardeadas? Nós não somos odiados porque praticamos a democracia, a liberdade e os direitos humanos.
Nós somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos
países do terceiro mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas corporações multinacionais.

Esse ódio que semeamos virou-se contra nós para nos assombrar na forma de
terrorismo e, no futuro, terrorismo nuclear. Uma vez dita a verdade sobre porquê da ameaça existir e ter sido entendida, a solução torna-se óbvia.

Nós precisamos mudar as nossas práticas. Livrarmo-nos das nossas armas
nucleares (unilateralmente, se necessário) irá melhorar nossa segurança.

Alterar drasticamente a nossa política externa irá assegurá-la.

Em vez de enviar os nossos filhos e filhas ao redor do mundo para matar árabes,para que possamos ter o petróleo que existe sob suas areias, deveríamos manda-los para reconstruir as suas infra-estruturas,fornecer água limpa e alimentar crianças famintas.

Em vez de continuar a matar milhares de crianças iraquianas todos os dias, com
as nossas sanções econômicas, deveríamos ajudar os iraquianos a reconstruir suas estações elétricas, as suas estações de tratamento de água, os seus hospitais e todas as outras coisas que destruímos e que os impedimos de reconstruir com as nossas sanções econômicas.

Em vez de treinar terroristas e esquadrões da morte, deveríamos fechar a Escola das Américas. Em vez de sustentar a revolta, a desestabilização, o assassínio e o terror em redor do mundo, deveríamos abolir a CIA e dar o dinheiro gasto por ela a agências de assistência.

Resumindo, deveríamos ser bons em vez de maus. Quem iria tentar deter-nos? Quem iria odiar-nos? Quem iria querer nos bombardear? Essa é a verdade, senhor presidente. É isso que o povo americano precisa ouvir."

Burocracia (meu)



A burocracia redunda como milho
na boca banguela de uma democracia corcunda,
arqueada, caquética e caduca...
Igual a justiça a burocracia é cega.
Mas, enquanto a justiça é cega a burocracia é burra!!!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Fotos, dons e religião...

Certa vez um devoto encaminhou a seguinte carta a um informativo escandaloso em Los Alamos (fazemos aqui sua divulgação integral):

"Com o perdão de um devaneio...

Tem vezes, tenho a impressão que as religiões, mais as fatalistas, torcem para o fracasso cotidiano de Deus perante as pequenas coisas do mundo.
Vi uns trabalhos fotográficos de arte, e o dom daquela fotografa me tocou de tal modo que supus que só poderia haver um dom e um deus por de traz daquele dom. Tinha beleza naquelas fotos sobre coisas mais banais e algumas até imundas... Quando vejo arte e quem sabe, o sol de amanhã, sentirei que se há um deus, um poderoso, ele não está nada derrotado pelas mazelas do mundo. Ele está lindo por de traz de tudo, pondo beleza em algum aspecto, algum angulo de todas as coisas. Uma ironia que faz presença até nas fotos de guerra. Deus figura em alegria e até alguma beleza por de traz de tudo..

O engraçado, é que nada disso seria entendido nem por devotos nem por marxistas...(pena!)

Contar com o sucesso da desgraça, para mitigar deus a um plano futura, não vê-lo em tudo, esconde-lo e oculta-lo por de traz de tristezas tão humanas, pequenos medos de sentir dor, isso sim teria que ser repensado, pecado.

Não querer que a vida seja o que é? Não querer que a vida tenha o que tem? Dores, morte, alegrias, momentos...

Mas, até disso e nisso deus deve ter posto alguma beleza... e sorri...

Obrigado...(mãos postas)

Pode ser tarde... pode ser sono..."


Num meio-dia de fim de primavera 
Tive um sonho como uma fotografia. 
Vi Jesus Cristo descer à terra. 
Veio pela encosta de um monte 
Tornado outra vez menino, 
A correr e a rolar-se pela erva 
E a arrancar flores para as deitar fora 
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu. 
(Fernando Pessoa)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Humor ou só violência gratuita?!



É um grande humorista, mas, fica fácil quando apoia seu humor em antigos preconceitos urbanos (aqueles que estão voltando a tona quando supostos héteros espancam gays na avenida paulista). Para fazer humor, achava, é necessário inteligência, driblar preconceitos e limites, interdições morais e até legais, escrúpulos de um certo tipo. Digo, "driblar" e não passar sobre eles com uma jamanta.
Dizer tudo, não é humor. Pode ser sim, recalque ou simples violência. Violência mesmo, daquela de um fascismo tipicamente refinado, já bem expresso em músicas como "pobre paulista"...Pobre Humorista...
Realmente, como diz; fazer humor no brasil está cada vez mais difícil. A moral do, perverso e hipócrita, "politicamente correto", faz fervilhar grupos ofendidos com qualquer tipo risco em seu verniz sócio cultural. Mas, esse é o desafio do humor, chegar ao ponto. Atirar seu humor como um atirador de elite, com inteligência, no momento certo e no alvo exato.
Pânico! Essa safra periga!!!
Nosso atirador está mais para Charles Bronson ou para uma metralhadora giratória (sei, é clichê) ou pior, Charles Bronson com uma metralhadora giratória.
Humor certeiro, escrachadamente inteligente refinado. Ai sim o humorista encaixa-se no desejado posto "clichê" de defensor dos fracos...mas, pena (suspiro)...A brutalidade da nova safra de humor (Jack-us revisitado) esconde sim o ego que se valem da posse de um cetro (feudal?!), do microfone e do acesso a mídia para fins e opiniões bem particulares e mesquinho. Intolerância disfarçada. 
A que gracinha, o reizinho mandão resolveu falar. Olha, ele já sabe ofender. Já fala palavrão...que gracinha...
O valor do Humor está na transgressão delicada do tipo: digo por que sei como dizer. E não: Digo por que posso. 
Somente ilustrativo..não li
Isso não tem graça, é só violência, não tem mais nada por debaixo da casca. E ainda por cima, totalmente grátis.

Quem pena....
Quem pena...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2012!!! Mais um ano e esperamos não ser o último!!!

Como diz o cantor "desaparecido", meio encontrado, Bechior: "- O ano passado eu morri, mas, esse ano eu não morro."
2012...iniciou, normal...crimes, desabamentos, atropelamento corrupção...(grita o homem da lamparina: - São onze horas e vai tuuudo bem!. (hoje é o apto do vigia de mobilete)...Tudo muito normal...normal se isso lá fosse normal em qualquer país normal...(o nosso, exagera e ressignifica a máxima que eu pessoalmente tanto gosto, que diz: Normal é ser diferente.
As piadas foram as mesmas; papai noel de saco cheio, o pavê pa vê (sacou: pa vê / Para ver) pior que isso só piada explicada...
Mas, estamos ai com novo gás (o mesmo de sempre, pouco ecológico). Por teclar nisso: quero minhas sacolinhas de volta, aquelas, as bem poluentes...e tem gente acordando só agora...tem até ecologista bravo....

Me leiam...Amém
cf.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma carta antiga! Bastante curiosa...


Já faz algum tempo conhecemos esse texto..faz pensar....Leia

Laura Schlessinger é uma conhecida locutora de rádio nos Estados Unidos. Ela tem um desses programas interativos que dão respostas e conselhos aos ouvintes que a chamam ao telefone. Recentemente, perguntada sobre a homossexualidade, a locutora disse que se trata de uma abominação, pois assim a Bíblia o afirma no livro de Levítico 18: 22. Um ouvinte escreveu-lhe, então, a seguinte carta:

"Querida Dra. Laura:
Muito obrigado por se esforçar tanto para educar as pessoas segundo a Lei de Deus. Eu mesmo tenho aprendido muito no seu programa de rádio e desejo compartilhar meus conhecimentos com o maior número de pessoas possível. Por exemplo, quando alguém se põe a defender o estilo homossexual de vida eu me limito a lembrar-lhe que o livro de
Levítico, no capítulo 18, verso 22, estabelece claramente que a homossexualidade é uma abominação. E ponto final. Mas, de qualquer forma, necessito de alguns conselhos adicionais de sua parte a respeito de outras leis bíblicas concretamente e sobre a forma de
cumpri-las:
1) Gostaria de vender minha filha como serva, tal como o indica o livro de Êxodo, 21: 7. Nos tempos em que vivemos, na sua opinião, qual seria o preço adequado?
2) O livro de Levítico 25: 44 estabelece que posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, desde que sejam adquiridos de países vizinhos. Um amigo meu afirma que isso só se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Será que a senhora poderia esclarecer esse ponto?
Por que não posso possuir canadenses?
3) Sei que não estou autorizado a ter qualquer contato com mulher alguma no seu período de impureza menstrual (Lev. 18: 19, 20: 18 etc.). O problema que se me coloca é o seguinte: como posso saber se as mulheres estão menstruadas ou não? Tenho tentado perguntar-lhes, mas muitas mulheres são tímidas e outras se sentem ofendidas.
4) Tenho um vizinho que insiste em trabalhar no sábado. O livro de Êxodo 35: 2 claramente estabelece que quem trabalha nos sábados deve receber a pena de morte. Isso quer dizer que eu, pessoalmente, sou obrigado a matá-lo? Será que a senhora poderia, de alguma maneira,
aliviar-me dessa obrigação aborrecida?
5) No livro de Levítico 21: 18- 21 está estabelecido que uma pessoa não pode se aproximar do altar de Deus se tiver algum defeito na vista. Preciso confessar que eu preciso de óculos para ver. Minha acuidade visual tem de ser 100% para que eu me aproxime do altar de
Deus? Será que se pode abrandar um pouco essa exigência?
6) A maioria dos meus amigos homens tem o cabelo bem cortado, muito embora isto esteja claramente proibido em Levítico 19: 27. Como é que eles devem morrer?
7) Eu sei, graças a Levítico 11: 6- 8, quem tocar a pele de um porco morto fica impuro. Acontece que eu jogo futebol americano, cujas bolas são feitas de pele de porco. Será que me será permitido continuar a jogar futebol americano se usar luvas?
8) Meu tio tem uma granja. Deixa de cumprir o que diz Levítico 19: 19, pois que planta dois tipos diferentes de semente ao mesmo campo e também deixa de cumprir a sua mulher, que usa roupas de dois tecidos diferentes, a saber, algodão e poliéster. Além disso, ele passa o dia proferindo blasfêmias e maldizendo. Será que é necessário levar a cabo o complicado procedimento de reunir todas as pessoas da vila para apedrejá-lo? Não poderíamos adotar um procedimento mais simples, qual seja o de queimá-lo numa reunião privada, como se faz com um homem que dorme com a sua sogra, ou uma mulher que dorme com o seu sogro (Levítico 20: 14)?
Sei que a senhora estudou estes assuntos com grande profundidade de forma que confio plenamente na sua ajuda.
Obrigado de novo por recordar-nos de que a Palavra de Deus é eterna e imutável."

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Vamos ler e seguir e refletir...Normas para a escola...quem diria?

A curiosidade não matou só o gato...matou um monte de outras coisas por ai...afinal, é para isso que existe o serviço de proteção à testemunhas, a censura, a anistia internacional, o santo ofício....


Bom mas o tema aqui é bem outro....NORMAS PARA A ESCOLA...e o mais inacreditável: O documento do governo não bota a culpa nos professores... 

Leia a 
letra
miúda...
baixe!!! 
www.fde.sp.gov.br/Arquivo/normas_gerais_conduta_web.pdf

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sociedade solidária e povo solitário. Povo abandonado!

Mais impostos e menos serviços. Salários, os mais altos. O nosso? Lógico que não. O da classe política. (classe política? aquilo é profissão mesmo?)
O caso é que cada vez mais somos tapeados por aqueles que deviam nos representar. Se ensaia um sorriso durante os meses de campanha (botox?) e agora mais impostos.
35% de nossos salários vão para as mãos de um "governo" que deveria cuidar de estradas, administração da coisa pública, Saúde, educação, erradicar a miséria, mas simplesmente não ocorre. Essa é uma daquelas horas que somos roubados novamente...Criam-se novos impostos para pagar (pegar?) a coisa pública (cosa nostra? isso não). Ou pior....pior? pode ser pior? 
SIM...lança-se o papo de "Sociedade solidária" ou "amigo da escola". Ou ainda, essas campanhas televisionadas de arrecadações macabras e solidária.
(isso é, solidariedade no dos outros é refresco. Quem ta sorrido atoa com tanta gincana são os mercados de feijão, arros, etc)...
Então é isso? O governo não faz aquilo que deve fazer com nossos largos impostos e ai somos chamados a ser solidários? Chamados só não, chantageados por campanhas promocionais (caríssimas)...crianças chorando, pedindo, etc
Agora a sugestão do governo é dar emprego a quem comentou crimes. O Slogan: -Você não daria uma chance a quem errou? olha lá, deveria, se não, ele volta e te assalta. Mas evitar isso, o assalto, não é função da segurança pública? Imagina pedir emprego assim: -Você me contrata e eu não te assalto. Ou melhor "-Eu podia ta roubando mas to pedindo". Pedindo o que? "-Dinheiro pra compra um révorve!" rrrrrrrrrrr!)
Então é isso: O governo não investe no que deve investir e devemos ser Solidários. Legal.
Impostos, sem novidade, novos imposto. Pior é chamar de "contribuição". 
Vem mais uma ai para a saúde. Saúde. Ai nossa saúde acaba. E a cpmf (imposto criado para a saúde) de tão fraquinho, o dinheiro não chegou onde devia. Falta de saúde.
Assim vai; pedágio + ipva, imposto de renda. Incosto né?
Com tantos impostos o Brasil é um clubinho meio caro e o pior, a sauna e piscina são para muito pouco, a nossa ta quebrada, e não sobrou nenhum quiosque.
Fazer o que? Afinal tem carnaval e vai ter até copa do mundo. logo logo, vou até poder pedir bolsa família...
Quem sabe, até lá cria-se um imposto para o dinheiro chegar na copa. Mas vê bem, que esse imposto pode acabar ido jogar la fora no Milan ou no Rela Madrid.

Sejamos solidários...solidários do contra!!!
leia o post anterior e divulgue...A carta da publicitária ao Didí
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Esse é o país que vai pra frente!!!