quarta-feira, 8 de junho de 2011

futebol, ganços, frangos e outros bichos...

É isso ai...Ronaldão termina a saga...Depois de casamentos e filhos, mais casamentos e algo, mais ou menos nessa ordem, encerra sua carreira nos gramados e no futebol....Muita coisa foi superada, o peso...
Marcante é o peso da tradição ou maldição...talvez um tipo de homenagem, explico:
Lebremos do humorista Bussunda, da Casseta popular e do Planeta Diário, o hilário que tinha entre seus personagens o jogador Ronaldo. É isso...tenho a impressão que Bussunda terminou a carreira e, infelismente, a vida, na copa do mundo de 2006 imitando Ronaldo. Agora Ronaldo termina sua carreira de futebol imitando, até na aparência física, o próprio Bussunda...Grande homenagem...
Quem é quem?
Bravo, bravo, bravo!!!

Ler...fazer amigos e seguir...

É somente uma dica de leitura...
Muito se publica e o mercado de publicações pulsa, livros caros, capas de arte quase apetitosa, algumas capas apelam tanto aos sentidos que da vontade de morder.... O fato é que a boa leitura é sempre um risco... Segundo Pretextat Tach no livro A higiene do assassino, da Belga Amélie Nothomb, a boa literatura nos suja de alguma forma e é impossível passar por ela sem sair marcado e transformado do outro lado...
Recomendar a leitura de Amélie está implícito........fundamental...
Óbvio, exitem outras, mas, como falar de mais alguém sob tamanho vulto Belga...
Bem...Salta me à mente, como saltou da estante de promoções aos olhos num sebo em BH (tarde bucólicamente chuvosa daquelas com ônibus para São Paulo no fim do dia), outra obra, é ; O Nascimento do Fantasma de Marie Darrieussecq.
Esse é o tipo do livro que, ao pular em minhas mãos, disse: - Leia-me! E  logo na primeira letra seguiu: "Meu marido desapareceu, saiu para comprar pão e nunca mais voltou"...(mal sabia eu que essa não era uma frase, mas sim, um coelho de fraque e relógio a gritar "- é tarde", o meu coelho de Alice em forma de frase inocente)
Como não ler? Como abandonar aquela pobre pessoa em suas folhas desesperadas? Lí, mergulhei,
O que dizer mais; denso como queijo caro e vinho bom, surreal, kafiqueano. Faz pensar...
e faz seguir...

domingo, 5 de junho de 2011

Ou isso ou aquilo!!! Vivaldi, Handel, Mozart

Bom...
Poesia...
Diversidade cultural as vezes faz pensar que tudo vale como "cultura"...Como diria um filósofo, aluno meu do nono ano: "- Será que vale!!!"
As culturas e sua pluralidade me faziam pensar, antropologicamente, que as "culturas" dos povos eram superiores aos "valores" ou, ao menos, mais "livres".
Coisa como as que vemos hoje na mídia me fazem repensar...Será que, como expressão cultural, tudo vale. Será que os tais "valores" eram realmente posições elitistas; limites para a criatividade, grades para "gênio humano".
Sem muito iluminismo, o gênio humano está expresso em todos os cadernos e programas polícias, em coisas como o funk brasileiro (imagino quais piruetas James Brown daria se o som dos bailes funk chegasse até seu túmulo), programas sociais de manutenção da miséria, crime organizado em governos pretensiosamente desorganizados, etc...
O caso é que, deve haver alguma diferença notável entre isso e aquilo...entre quebra barraco e Vivaldi, Handel, Mozart...
Adicionar legenda
Por hora, desabafo e vou pensar...


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mais Poesia


E uma locomotiva puxa um trem que se perde na imensidão
somos todos tão pequenos
puxando pensamentos
vivendo nos vãos da vida
uma locomotiva puxa o trem que se perde na multidão
e somos mais ainda pequenos
pequenos pensamentos em vãos
vãos de vida
locomotiva puxa trem que pende na imensidão
pequenos somos vãos da vida
vida locomovida
pende um trem locomotiva que se prende na multidão
multidão locomotiva
vão da vida
locomovidas vão....

(poema alemão dascidades de Alice – 2011)


vejo gente todo dia
vejo gente sendo gente todo dia
vejo o dia todo dia
vejo gente fazendo dia
vejo o dia sendo dia todo dia
mesmo quando chega a tardesinha...

(poema bucólico - 2011)


não sei
não sei não saber muita coisa
não sei não saber aquilo que saibo
não sei se é pouco ou não
não sei se Saibo poderia ser uma cidade na Turquia
não sei, mas a sonoridade muito me agrada.

(parabólico equivocado – 2011)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Postar ou não postar... ..?

Sou de uma geração que não percebeu diretamente a ditadura militar de 1964, sim, tivemos e temos outras. Nossa geração ouviu falar bastante dela, isso sim. Também ouvimos falar em um mundo melhor que estaria logo ali no futuro, e tudo isso ocorreria quando todos soubessem a verdade. Sempre achei que "eles conhecerão a verdade e a verdade os libertará" fosse uma frase bíblica e não socialista, comunista, ecologista ou sabe-se lá de qual outro "ismo" bonzinho, sorridente e pinpão que estivesse na moda.
Mudar o mundo sempre esteve na moda, sempre tem alguém bonzinho com uma ideia na cabeça. Pena que não muda. Minto, quando muda, muda para pior.
Aquela ilusão de que a ignorância era a causadora final de todos os males, ou que, o autoritarismo e a violência capitulariam perante a "verdade" se mostra, faz tempo, um impropério. Hoje tudo é dito, assumido, publicado, declarado e nada muda. A hiper-potência assume o uso da tortura, escândalos políticos são televisionados, denúncias e contradenúncias, explicações; e simplesmente, como um clique do mouse (adoraria dizer "rato", "disco duro" e não HD) ou o início de uma nova atração na Tv, muda-se de assunto.
Vivemos numa época que as palavras não impetram mais ações, músicas não tem mais mensagens, interpretações, sub-textualidade em suas letras, são apenas canções como pedras são pedras. A pedra de Drumond não fica mais no caminho, a não ser como simples pedra, a causar tropeço a um transeunte desatento.
Michel Foucault estaria errado? efeitos do poder e discurso? Discurso e poder? Microfísica?
Por isso; "postar ou não postar". Tudo é dito, o tempo todo; a boa e velha "cerquilha" # entra na moda como rashtag. Por que? Mas, nada é realmente falado, ruminado.
Pagaremos sacolinhas de plástico e teremos termonucleares, zumbis de Resident Evil ou madrugada dos mortos vivos na cracolândia(de qual cidade? Em todas). De qual País? País?
Bem vindos ao admirável mundo novo...